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Descoberto pelos japoneses em 1999 e revelado por cientistas britânicos em 2002, o grelina é fabricado pelo estômago e tem a função de avisar o cérebro que está na hora de comer. Ele regula a fome e posteriormente, a sensação de saciedade. Estudos mostram que obesos mórbidos - aqueles que apresentam Índice de Massa Corpórea (IMC) igual ou superior a 40 - apresentam de duas a três vezes mais grelina que as pessoas de peso normal. Quanto maior a quantidade de grelina, maior é a sensação de fome, e conseqüentemente, maior é a ingestão de alimentos.
Um obeso mórbido, invariavelmente, já passou por inúmeras tentativas de emagrecimento, todas sem sucesso. Dietas variadas, exercícios e medicamentos já fizeram parte desse processo. Hoje entende-se que a dinâmica de emagrecimento é muito complexa, e não depende unicamente dos esforços, força de vontade e disciplina do obeso. O grelina tem papel fundamental nesse processo - quando submetido a uma dieta restritiva de alimentos, o cérebro entende essa ação como uma ameaça para a integridade do organismo e conseqüentemente, ativa a produção do hormônio da fome. Por isso é grande o número de pessoas que recuperam o peso após fazer um tremendo sacrifício para emagrecer.
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